segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Como foi possível tantas pessoas contactarem familiares quando o voo 93 ia em rota para se despenhar?

 


Algumas linhas aéreas de longo curso, na Ásia, estão munidas de Airfones.


É mais fácil começar do princípio.

Os nativos do Novo Mundo comunicavam com sinais de fumo.

Filípedes, em 490 a.C., correu 42 quilómetros para dar a notícia na Grécia que os gregos tinham vencido os persas na Batalha da Planície de Maratona. Depois, parece que caiu de cansaço e morreu. Foi a primeira maratona da História.

As comunicações entre as Ilhas Britânicas e o Continente fizeram-se muitas vezes usando pombos-correio.

Pedro Álvares Cabral, a caminho da Índia, descobriu o Brasil. A frota dele tinha muitos navios, já com esta finalidade. Um dos navios mais pequenos veio de volta a Lisboa, dar a notícia ao Rei D. Manuel.

O sistema de comunicações estabelecido entre os fortes (castelos) da Linha de Torres, durante as Invasões Francesas são uma obra fantástica.

Com a descoberta de telegrafia por Marconi (ou Tesla ou Hertz ou Bose) e de Morse ter inventado o seu Código, estabeleceu-se uma nova era nas comunicações. Vemos isso muito bem explicado nos filmes do Far-West, em que comunicam por Morse pi-pi-piiiiiiii-pipi etc.

Com a telegrafia e o código de Morse, passou a ser possível os navios em alto mar comunicarem com terra. As ondas hertzianas “voavam”.

Quando os meus tios emigraram para o Brasil, era possível comunicar com eles (o paquete demorava uns 10 a 15 dias de Lisboa ao Brasil) por cabograma, uma palavra que nem os vossos pais devem conhecer. Era um telegrama enviado do navio ou para o navio. Vejam lá tão velho que eu sou. Vivi coisas que são quase Pré-história.

Ora a comunicação com os aviões era semelhante ao sistema dos barcos. Ondas hertzianas. Para uso dos pilotos e tripulantes, não de passageiros.

Depois, em alguns aviões, de algumas companhias, instalaram uma espécie de cabines telefónicas. Pagando um preço muito elevado, as pessoas podiam telefonar para terra.

Agora vou falar dos telemóveis nos aviões e depois continuo esta conversa.

Quando foram inventados os telemóveis, o seu uso era proibido dentro dos aviões. A explicação que deram às pessoas foi uma mentira. Em parte. Toda a gente a falar ao telefone dentro do avião era uma barulheira. Isto é verdade. As ondas de rádio dos telemóveis podiam interferir com os sistemas electrónicos do avião e este cair. Isto não é verdade. Embora se começarem a falar ao telemóvel, isso possa ser escutado pelos pilotos e interferir com o trabalho deles. Mas há outras razões. As antenas em terra que os telemóveis utilizam estão dirigidas na horizontal e os aviões andam lá em cima. Logo é difícil ligarem-se. Outro problema: os telemóveis têm que se ligar a uma antena e isso demora um certo tempo. Os aviões voam a grande velocidade e quando os telemóveis se estão a ligar a uma antena em terra, ela já não está lá.

Havendo estas regras, pode haver quem tente, mesmo assim, usar telemóvel. Mas o esforço do telemóvel para se ligar a uma antena é tão grande que gasta logo a bateria toda e, como é tão grande, é sinalizado para a cabine de pilotos. E dão a localização dos prevaricadores aos pilotos, que mandam logo a tripulação ir procurar a pessoa e apreender o telemóvel. À chegada ao aeroporto, eles serão presos e terão que pagar multas ou ir a julgamento.

Então que aconteceu no voo 93?

O avião ia aterrar (chocar) contra a Casa Branca, ia mais devagar e a baixa altitude. O sinal dos telemóveis era capturado pelas antenas terrestres e tinham tempo para se ligar a uma qualquer antena.

Durante o voo 93 foram efectuadas, com sucesso 37 chamadas telefónicas por passageiros. Duas dessas chamadas, porque o avião ia mais devagar e a baixa altitude foram feitas de telemóveis particulares. As outras foram através das tais cabines telefónicas que referi: os Airfones, instalados nos assentos dos passageiros. Dado o custo muito elevado destas chamadas, as pessoas usavam pouco este sistema, deixaram de existir Airfones.

As comunicações dos passageiros do voo 93, hoje seriam impossíveis, ou só por algum acaso.

Algumas linhas aéreas de longo curso, na Ásia, estão munidas de Airfones. 











sábado, 24 de maio de 2025

Prisão perpétua na Europa

 Fonte: motores de busca e IA


Vários países europeus têm pena de prisão perpétua em suas legislações. A lista inclui:

 * Reino Unido (Inglaterra e País de Gales)

 * Países Baixos

 * Moldávia

 * Bulgária

 * Itália (apenas para indivíduos que se recusam a cooperar com as autoridades e são condenados por atividades mafiosas ou terrorismo)

 * Ucrânia

 * Turquia

 * Rússia

 * Sérvia

É importante notar que, em alguns desses países, a prisão perpétua pode ter condições para revisão ou possibilidade de liberdade condicional após um certo período. No entanto, nos Países Baixos, a prisão perpétua significa, na prática, prisão para o resto da vida sem possibilidade de liberdade condicional, a não ser em casos raríssimos de perdão real por motivos humanitários.

Portugal foi o primeiro país a abolir a pena de prisão perpétua em 1884 e considera que este tipo de punição é uma violação dos direitos humanos.


quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

A mala do deputado, por IA


 

Pedi à Inteligência Artificial que me redigisse um texto de ficção sobre um deputado que roubava malas de viagem no tapete do aeroporto.

Gosto muito do resultado.

 

A ideia de o deputado ser preso tentando roubar a mala de um detective famoso é hilária e abre um leque de possibilidades para a trama.

 

A Prisão do Deputado

O deputado, com sua pose de superioridade, aproxima-se do tapete de bagagens, olhos atentos a uma mala em particular. É a mala do renomado detective particular, um homem conhecido pela sua inteligência e astúcia. O deputado, sem notar, está a ser observado.

No momento em que ele tenta apoderar-se da mala, o detective surge das sombras, elegante e implacável. Com um sorriso irónico, o detective revela que sabia de tudo desde o início. Segue-se uma luta rápida e engraçada, culminando na prisão do deputado em flagrante.

 

As Consequências

A notícia da prisão do deputado espalha-se rapidamente, causando um escândalo nacional. A imprensa sensacionalista delicia-se com a história, revelando detalhes cada vez mais absurdos sobre a vida dupla do político.

 * A investigação: A polícia, com a ajuda do detective, descobre um verdadeiro tesouro escondido na casa do deputado: jóias, relógios de luxo, electrónicos e até mesmo documentos comprometedores de outros políticos.

 * A reacção do partido: O partido do deputado expulsa-o imediatamente, tentando distanciar-se do escândalo. Os seus colegas de partido, que antes o elogiavam, agora evitam-no como a peste.

 * A opinião pública: A população, inicialmente chocada, logo passa a rir da situação. Memes e piadas sobre o "deputado ladrão" se espalham pelas redes sociais.

 

O Julgamento

O julgamento do deputado torna-se um dos eventos mais aguardados do ano. O detective, como testemunha principal, narra em detalhes os crimes do deputado, transformando o tribunal num circo. O deputado, humilhado e derrotado, tenta justificar-se, mas as suas palavras soam falsas e desesperadas.

 

O Final

A hipocrisia: A hipocrisia da classe política: mostrando como os políticos que condenam a corrupção são, na verdade, os maiores corruptos.

O deputado, nos seus discursos inflamados, condena veementemente a corrupção e a falta de ética na política. Ele apresenta-se como um defensor dos valores familiares e da honestidade. No entanto, em segredo, ele vive uma vida dupla, roubando malas nos aeroportos e acumulando um património ilícito.

 

O Discurso Final e a Queda do Império

O deputado está cercado por câmaras e microfones, num salão luxuoso. A plateia é composta pelos seus antigos aliados, jornalistas ávidos por uma declaração bombástica, e curiosos que vieram apenas para assistir ao espectáculo.

Com um sorriso irónico, o deputado inicia seu discurso:

 

- Portugueses e portuguesas, meus queridos compatriotas,

Durante toda a minha vida pública, lutei incansavelmente por um país mais justo e igualitário. Mas, como todos sabem, a política é um jogo sujo. E para vencer nesse jogo, é preciso ter as mãos um pouco sujas.

 

Ele continua, com um tom cada vez mais confiante:

- Roubei? Sim, roubei. Mas roubei para o bem comum. Cada centavo que coloquei no meu bolso foi investido em projectos sociais, em escolas, em hospitais. Eu era o Robin Hood da política, tirando aos ricos para dar aos pobres.

 

A plateia, inicialmente chocada, começa a murmurar. Alguns aplaudem, outros bufam de indignação. O deputado, percebendo a reacção do público, eleva a voz:

 

- E vocês, meus queridos eleitores, que me elegeram com tanta esperança, o que fizeram? Nada! Vocês continuaram a viver suas vidas, consumindo, divertindo-se, enquanto o país se afundava cada vez mais na corrupção. Vocês são tão culpados quanto eu!

 

O Desfecho:

Após o discurso, instala-se o caos. A polícia invade o salão e prende o deputado. A comunicação social, que antes o idolatrava, agora crucifica-o. Os seus aliados abandonam-no, procurando salvar as suas próprias reputações.

 

O final com o discurso do deputado, seguido do seu esquecimento pela sociedade, é uma forma poderosa de encerrar a história. A ideia do "esquecimento" como punição final é um conceito interessante e que pode ser explorado de diversas maneiras.

 

O Esquecimento como Punição

Após o discurso bombástico e a prisão, o deputado é julgado e condenado. A comunicação social, que antes o adorava, agora ignora-o. Os seus antigos aliados distanciam-se, temendo ser associados à sua queda. O deputado é transferido para uma prisão de segurança máxima, onde a solidão é a sua maior tortura.

 

O Esquecimento Colectivo:

Com o passar dos anos, a figura do deputado vai apagando-se da memória das pessoas. As novas gerações nunca ouvem falar dele. Os seus feitos, tanto os bons quanto os maus, são esquecidos. Os seus discursos são removidos da internet, os seus livros são retirados das bibliotecas. O deputado torna-se uma nota de rodapé na história, uma figura obscura e esquecida.

 

Conclusão

E assim, o deputado, que um dia sonhou em dominar o mundo, desapareceu como uma sombra na noite. O seu nome foi riscado dos livros de história, a sua imagem foi apagada da memória das pessoas. Ele tornou-se mais uma estatística, mais um capítulo obscuro na crónica da corrupção. Mas a sua história, por mais trágica que seja, serve como um lembrete de que o poder corrompe e que a justiça, muitas vezes, é lenta e imprevisível.

quinta-feira, 10 de outubro de 2024

Eutanásia sem tirar a vida

 


Estou a escrever no carro à porta do café, porque não podia esperar. Ninguém me vê a chorar porque há muito tempo que gastei as lágrimas. Apenas o coração lacrimeja e pestanejo. Estava na mesa do café e vi aqui uma publicação do Padre Carlos Manuel Gomes 
Não comentei, porque os comentários devem ser todos iguais sobre a solidão daquele idoso. E ouvi a conversa da mesa do lado.
Pessoas da minha idade (70). Era mais ou menos assim:
Os idosos mesmo que estejam bem devem ir voluntariamente para um lar. Há lares que os tratam mal mas também há outros onde têm tudo. Os idosos são um perigo, para eles e para os outros. Pode dar-lhes uma coisa, podem esquecer um fogão ou esquentador aceso, etc. Não conseguem ter a casa tão limpa como antes, nem cozinhar como antes. A solução é irem para um Lar, mesmo bons de saúde.
Entretanto o meu coração chorava.
Eu sei que há casos em que essa é a melhor solução. Mas aquelas pessoas horríveis concordavam em que, quando eles recusam, a solução é levá-los ao engano. Vão passear e deixam-nos lá. Lembrei-me do meu pai com 91 anos. Lembrei-me dos cuidados à minha mulher, que não chegou a idosa, mas precisou de cuidados que ninguém imagina que eu e as minhas filhas prestámos, lembrei-me da minha sogra que estava quase paralisada, do meu filho tetraplégico, da minha filha diabética, todos falecidos excepto o meu pai.
Levar um pai ou outro familiar ao engano e abandoná-lo numa casa de repouso quando se gasta tanto dinheiro em campanhas contra o abandono de animais de estimação!
Não tenho lágrimas, mas tenho o coração apertado e a tremer, choro lágrimas secas. Há pessoas que são mais desumanas que animais. Escrevo a quente, com erros provavelmente, mas consegui conter-me e não dizer nada àquelas pessoas. E contive o vómito que me provocaram.

domingo, 16 de junho de 2024

RTP 3 INCITA RACISMO


Muitos de nós, cristãos católicos, que parece que seremos uns milhões em Portugal, temos de trabalhar na Páscoa, no Natal, no Dia de Reis, no Dia de Fiéis Defuntos, e outras festas e solenidades religiosas. 

Mas a RTP 3 faz uma reportagem, para fazer lobby, contra a injustiça que é os muçulmanos em Portugal, que eles próprios afirmam serem já cerca de 5 mil pessoas, não desfrutarem de feriado para a celebração do Sacrifício de Abraão, que parece ser uma festa importante para eles.

Isto não é racismo contra os católicos e os portugueses?

Depois queixam-se do crescimento da extrema-direita.

Esta reportagem é racista. Põe em causa os direitos e os valores da maioria do povo português.

Mesmo que haja comentários a chamar a este texto racista, é mentira. Se o fizerem, esses são racistas. 

Note-se que não são os muçulmanos que reclamam, são os maus jornalistas da RTP que incitam as pessoas e as despertam para reclamarem contra a lei e a tradição e os valores em Portugal.


Aspecto parcial do Martim Moniz, hoje de manhã, segundo a RTP 3.

 

quinta-feira, 25 de abril de 2024

Maravilhas do Café

 

                        

Maravilhas do Café

 

A minha querida esposa estava internada, há meses, e com hipertensão. Não lhe dávamos café. E eu sabia quanto o café a animava e lhe trazia alegria, mas tinha receio do descontrolo ainda maior dos seus dados biométricos.

Um dia, falávamos no assunto e estava um grupo de enfermeiras perto.

Subitamente, uma delas, certamente iluminada pelo Espírito Santo, pergunta, mais ou menos assim:

- Mas a senhora quer um café?

A minha mulher não falou, respondeu com um sorriso.

- Mas é que vai beber já!

Respondeu a enfermeira, enquanto metia a mão à algibeira da bata e tirava o porta-moedas. Estávamos junto a uma máquina automática de cafés.

Colocou a moeda, tirou um café e serviu à minha mulher.

Que alegria, meu Deus!

Da minha mulher, que saboreava o café e espertava da sonolência, minha por ver a sua felicidade e da enfermeira que pagou o café, pelo resultado da sua acção.

Peço a Deus que pague à enfermeira, que eu já não reconheceria, na hora em que ela se apresentar diante dEle.

 

Veio-me esta história à lembrança, agora, por causa de um caso com algumas semelhanças. Uma pessoa minha amiga, que tem gosto em se servir a bica, da máquina do café que tem em casa, mas que está avariada. E a perturbação anímica que essa situação representa para esse amigo. A nora dela disse para o marido:

- Temos que comprar uma máquina de café de fácil utilização para a tua mãe. Ele começou logo a pesquisar preços no telefone.

A nora continuou:

- Está a chegar o Dia da mãe, se for caro, oferecemos nós, o teu irmão, os netos, juntamo-nos todos.

 

O amor e a solidariedade também se fazem notar nos pormenores e na atenção plena que damos aos outros. A atenção dada por alguém a estas duas pessoas e a disponibilidade para as ajudar a sentirem-se felizes, nisso podemos ser semelhantes a Deus, revelar um pedacinho de Deus em nós.

 

Em relação à tensão arterial da minha mulher, não foi afectada por aquela chávena de café, nem pelas que bebeu nos dias seguintes.

 

Louvado seja Deus por nos fazer compreender estas coisas, talvez pequeninas, mas é de coisas pequenas que se pode construir um amor grande.