terça-feira, 20 de março de 2018

Se esta lei existisse em Portugal?



Se esta lei existisse em Portugal?
1.    Não haverá programas de Línguas Estrangeiras nas escolas.
2.    Todos os avisos do governo e as eleições serão na língua nacional.
3.    Todas as questões administrativas serão tratadas na nossa língua.
4.    Os estrangeiros não serão um fardo para os contribuintes. Não terão Segurança Social nem subsídios para Refeições, não terão Assistência Médica e nenhum outro benefício Pública será concedido. Qualquer abuso será punido com expulsão.
5.     Os estrangeiros podem investir neste país, mas a importância mínima terá que ser igual a 40.000 vezes o Salário Mínimo.
6.    Se os estrangeiros comprarem bens imobiliários, as suas possibilidades são limitadas. Certos terrenos em particular bens imóveis com acesso a água corrente, serão reservados para os nascidos cá.
7.     Os estrangeiros não podem protestar no nosso País. Nenhum tipo de manifestação, nenhuma utilização de uma Bandeira Estrangeira, nenhuma Organização  Política. Nenhuma Calúnia dirigida ao nosso País, ao Governo e à sua Política. Toda a violação conduzirá à expulsão.
8.    Se alguém entra neste País ilegalmente será perseguido sem piedade. Encontrado, será detido à expulsão. Todos os bens confiscados.
Estas regras para estrangeiros e imigrantes não existem em Portugal, mas na Arábia Saudita.
Para mais informação consulte o site do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal:

Nos sites dos governos de outros países podem encontrar-se conselhos idênticos aos do governo português.

Cédulas municipais


As micromoedas não são uma invenção tão recente assim.




Já eram cunhadas na Idade Média. Em Portugal e na Europa. Pelos senhores feudais.




Talvez até mais seguras que as actuais bitcoin e companhia.



Quando se verifica que as câmaras municipais foram forçadas a emitir moeda... pelas circunstâncias... 




percebemos talvez melhor a necessidade que havia deum homem providencial que viessa trazer paz económica e social a Portugal. Corria, como se vê nas fotos, a década de 1920...  



Orlando de Carvalho

sexta-feira, 16 de março de 2018

Comunismo nunca mais




Amor em Berlim (Weissensee), série de 18 episódios, produzida entre 2010 e 2015, e Linha de Separação (Tannbach), série de 6 episódios, produzida entre 2015 e 2018, ambas pela televisão alemã, deviam ser vistas por todas as pessoas, de modo especial por todos os jovens, e pelas pessoas que perfilham as ideologias comunistas. O que aconteceu na República Democrática Alemã e em todo o bloco soviético carece tanto ser aprendido pelos jovens como os crimes nazis. As famílias destruídas, a chantagem da pequena elite que dirigia o país, virando pais contra filhos e filhos contra pais, estimulando a delação entre esposos, criando um clima de muito maior terror que alguma vez a PIDE conseguiu estabelecer em Portugal, são um espectáculo degradante que devia ser conhecido para as pessoas terem uma liberdade esclarecida para fazer as suas opções.
A perseguição a todos como modo preventivo e a transformação de cada cidadão num conspirador ou num bufo da polícia secreta e de repressão política foi um método que se revelou oferecer apenas duas hipóteses a médio prazo: a derrocada que aconteceu ao Bloco Soviético ou a ditadura perpetuada pela instituição de um sistema dinástico como na Coreia do Norte ou em Cuba. Sistemas em que a pessoa humana não conta mais que uma cobaia em laboratório. Falso! Menos que uma cobaia de laboratório. Em certos países a legislação protege mais as cobaias de laboratório que qualquer cidadão, para além do Gorducho-Imperador, é protegido na Coreia do Norte.
Percebemos, através das duas séries, que o nazismo não passou de uma demagogia que se infiltrou nas pessoas e as levou a seguir dirigentes dementes. Um maluco, atrasado mental, a comandar uma população alienada só podia dar o que deu, o desastre da II Guerra Mundial.
Vendo as duas séries da televisão alemã somos forçados a reconhecer uma superioridade moral dos germânicos em relação aos franceses, por exemplo. Os alemães mostram-se envergonhados pelo fenómeno nazi-hitleriano, mas os franceses continuam a sentirem-se orgulhosos pelo que fez um maluco não inferior a Hitler: Napoleão Bonaparte.
Todos os comunistas deviam tomar conhecimento da mentira institucionalizada na RDA e no bloco soviético e do modo como todos se espiavam e denunciavam, como única forma de manter uma coisa que funcionava como um cancro destruindo as pessoas e o tecido social.
As séries foram exibidas em Portugal pela RTP e podem ser vistas na Neflix ou noutras redes.

Orlando de Carvalho

quinta-feira, 15 de março de 2018

Não julgue o ladrão...




Não julgue o ladrão, quem nunca teve filhos com fome
Ninguém seja admitido como médico ou cuidador sem ter passado a humilhação e a desatenção dentro de um hospital
Todo o carrasco tem de ter vivido a situação do condenado e tê-la ultrapassado com sucesso. Só depois atirará a pedra
O ordenado de ministro não poderá ser superior ao ordenado mínimo
Só seja admitido a ministro da segurança social quem subsistir, enquanto ministro, com o valor da reforma mínima
Quem pretender licença de condução seja obrigado a prestar serviço como socorrista a acidentes em auto-estradas
Só pode declarar guerra o governante que tiver família e for com ela para a primeira linha da frente de combate
Que não possa matar outrem quem não tiver amor à sua vida

Orlando de Carvalho


segunda-feira, 5 de março de 2018

É o juiz quem dá respeitabilidade ao tribunal











Ouve-se por vezes alguém recordar o respeito devido a uma farda. A farda de polícia, a farda do bombeiro, a farda do militar. No tribunal, o juiz até tem o direito de castigar, isto é condenar sem processo algum, qualquer das pessoas presentes se achar, do seu ponto de vista de pessoa humana, com todas os defeitos dos humanos, que alguém lhe faltou ao respeito.
Os cidadãos devem uma especial forma de respeito a alguns titulares de órgãos de Estado, isto é, a alguns dos seus empregados, que os governantes não são mais que pessoas que contratamos para nos servirem e que remuneramos de forma principesca. Houve um primeiro-ministro que foi insultado na Marinha Grande, em 14 de Janeiro de 1986, por um cidadão, presumivelmente do PCP, e ainda levou um sopapo na cara. A vítima, Mário Soares, apressou-se a fazer uma lei para proteger de insultos e agressões exclusivamente alguns funcionários superiores do Estado, como Presidente da República e Primeiro-ministro. À conta desta lei que Mário Soares fez para si mesmo, um cidadão que em Elvas insultou o Presidente da República Cavaco Silva esteve a braços com a possibilidade de ser preso, o que não aconteceu apenas devido à benevolência do Presidente da República. Como pode, numa democracia, um insulto ao Presidente da República ou ao Primeiro-ministro ser mais gravoso que o insulto a um sem-abrigo ou a qualquer outro cidadão?
Um sacerdote deve ser objecto de um respeito que roce a veneração porque é um homem de Deus. Mas será mais homem de Deus que qualquer outra mulher ou homem? Por ser sacerdote não mata e não faz os mesmos pecados e crimes que as outras pessoas?
Os professores são naturalmente pessoas muito consideradas na sociedade, uma vez que a eles são confiadas as crianças, o futuro e continuidade dessas mesmas sociedades. Então e os professores que favorecem os filhos dos amigos ou prejudicam os alunos com quem embirram ou que são filhos de pessoas detestáveis?
Não é legítimo, a priori, catalogar uma pessoa, seja qual for.
Conheci um professor catedrático que sustentava a opinião de que, no primeiro dia de aulas, todos os alunos eram seus inimigos. E tal conceito só se desvanecia nos casos em que o aluno desse provas verdadeiras de que não era inimigo.
Não tem sentido classificar as pessoas sobre as quais não temos conhecimento algum, sejam alunos ou polícias, juízes ou sacerdotes.
Infelizmente os casos de abuso de poder e de corrupção que vão sendo conhecidos têm levado a sociedade a aperceber-se desta realidade, da maneira mais dolorosa. Quem pode confiar na justiça de um país em que há casos de árbitros de futebol corruptos, meninos preferidos do professor, juízes que vendem sentenças?
Esta matéria tem sido ponderada da forma errada, por ignorância de uns e aproveitamento de outros.
Na Idade Média, para um mesmo crime, existiam sentenças diferentes tendo em atenção a classe social da pessoa julgada. Um nobre não deveria sofrer condenações vexatórias, ao contrário das gentes do povo.
Todos deviam rezar pelas melhoras do rei, ou da rainha, ou do príncipe, do senhor feudal, mas falar de assistência social para os indigentes era quase pecado.
A democracia que temos não é essencialmente diferente na essência, embora o seja na forma.
O ponto de partida para uma sociedade mais coerente tem de ser este:
É o juiz que dá respeitabilidade ao tribunal e não o contrário. Mas na cabeça das pessoas é sempre este último pensamento que existe.
A partir da rectidão e da imparcialidade das decisões do juiz, o tribunal pode adquirir o estatuto de honesto, de casa de justiça. Sempre que se constatem casos de corrupção, de venda de sentenças ou de dúvida, o tribunal tem de ser equacionado enquanto órgão de exercício da lei.
Mas as pessoas, por ignorância, põem na cabeça que se uma pessoa chega ao cargo de juiz é porque é sábia, honesta, de confiança. De tal modo que, se em tribunal, aparecer um dos litigantes ou uma testemunha que trate o juiz apenas por senhor, ou senhora dona, pode ser castigado com multa. Sim, a democracia levou-nos assim tão longe!
O polícia não é honesto por vestir farda. É apenas um funcionário público, um empregado de todos, que tem uma função a realizar e que para isso deve vestir uma farda, como um porteiro, por exemplo. A Polícia não faz polícias honestos, são os polícias honestos que transmitem a ideia de que a Polícia é uma entidade amiga e útil na sociedade, que merece respeitabilidade.
O frade não é santo por causa da coroa, nem o padre o é por causa da batina. Eles mesmo o reconhecem e tomaram a iniciativa de perder a coroa e caminhar nas ruas identificados pela roupa. Não tem sentido dar o lugar (ainda há hoje quem dê o lugar a alguém?) no autocarro, na sala de espera, ou seja onde for, a um padre por causa da batina. O padre é um homem e, como qualquer homem, tem o dever de dar o seu lugar a uma criança, um idoso, ou a uma senhora se for cavalheiro (estes são cada vez menos).
Estas considerações atravessam todos os níveis sociais. Se o varredor de ruas faz ronha, não cumpre a sua missão e descarrega para os colegas, é tão devasso como o juiz, o padre e os outros da nossa história.
Devemos respeitar a pessoa e não o lugar que ocupa. E em caso de prática desonesta, devemos culpar a pessoa e não a classe.
E as famílias… Ah! As famílias! As boas famílias!
Lembro-me quando os meus filhos frequentavam o colégio primário. As boas famílias a que o director se referia, quando delas falava, eram as que não se atrasavam na mensalidade. Quando as crianças chegavam ao quarto ano e passavam para o ensino intermédio, aí então ficava-se a saber mesmo quem eram as boas famílias. A criança de uma família de ateus e rica conseguia facilmente referências e era admitida num colégio católico. Uma família católica mas sem a tal referência de boa família jamais conseguia que a sua criança fosse aceite.
Anda muito enganada a sociedade humana. A democracia não se dita, não se implementa. Germina e desenvolve-se dentro do coração das pessoas e exige destas uma inteligência grande para avaliarem o que deve ser avaliado e desconsiderar o que não deve ser levado em conta.

Orlando de Carvalho


quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Euthanasia - The false campaign


For some, this man is an example of human indignity.
For others, it's a hymn to life.
 
“Cases of Life” was a set of films shown by TVI, Portugal, in 2010 in which real cases were dramatized. As it has been eight years and the production of new series is expensive, this channel does like the others and is repeating the series. I realized, when, in laborious zapping, I caught one of those episodes. The request.
It is a young married man who is the victim of a motorcycle accident and is quadriplegic. The drama of not accepting the situation and the anxious search for death is the backbone of the film that ends with the conclusion that euthanasia is not a crime but an act of love. It is the wife herself who cuts off oxygen, bringing about the end of suffering and death. The friend who shows opposition to the homicide is presented to viewers as alienated and silly.
Dramatic tension is always centered on the appeal to fallacious sentimentality, and the discussion on the proposed theme, euthanasia, amounts to a sequence of factual and scientific lies. The dialectic between the option for death as a means of escape from suffering and life with its meanders and precariousness was replaced by a rhetoric between living as the owner of Life or not living at all.
The real important thing in life was hidden or ignored: happiness.
Some minds are not able to understand the happiness and joy and even the personal fulfillment of a tetraplegic person or with other constraints. Those are minds with short horizons and little cultivation.
Really bad is the falsification of scientific data presented in the film, the malicious puffs that are made to convince people by deceiving them.
For the film's authors and proponents of euthanasia, scientist Stephen Hawking, who was diagnosed with amyotrophic lateral sclerosis in 1963, when he was 21, had the right and duty to opt for euthanasia. Instead, Hawking worked as a scientist and teacher, limited by his illness, his inability to move, speak, communicate with the world almost only through electronic devices adapted to his person and acquired the distinction of being considered one of the most important scientists of our time, perhaps the greater brain.
Those who are curious to see the film can be found in the TV boxes and, I think also, on the TVI website, note that most of the data on the clinical course of the patient and the supposedly scientific and clinical data are false.
It is therefore understood that it is on the basis of lies and ignorance of the people on many subjects that the campaign for liberalization and incitement to euthanasia is being made. True advocates, the mentors of this campaign, just want to patent an easy way to avoid locking old people up in hospitals with fake diseases in nursing homes and even others with special needs (often just needing attention) including children. The State also saves a lot of money because it is cheaper to kill the old and the sick than to care for them.
The euthanasia they propose is a shameful lie.

Orlando de Carvalho