segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Outro Ditador da I República

Esta rua é em Ourém. Este republicano maçónico do Grande Oriente lutou contra a religião e a Igreja. 
Como administrador de Vila Nova de Ourém, foi o mandante da prisão ilegal dos três Pastorinhos. 
O Ditador, é homenageado em Ourém e surge em todas as narrativas como um homem sem escrúpulos capaz de torturar crianças.
 
Lúcia, Jacinta e Francisco que o digam.
 
Orlando de Carvalho 

domingo, 4 de agosto de 2019

Loures longe dos eleitores (excepto em campanha)


Quando falta a água, o que qualquer pessoa faz é ligar para os Serviços para dar conta da situação e saber informação sobre o que se passa.
Há mais de 50 anos que me lembro de ser assim. Por todo o país.
Ou a pessoa tem o número de telefone numa lista de números de emergência ou vai procurá-lo numa factura arquivada.
Foi o que sucedeu comigo há dias. Não havia água a meio da noite, não havia água pela manhã e telefonei para os SIMAR, Serviços Intermunicipalizados de Água e Resíduos de Loures e Odivelas.
As multinacionais que não querem perder tempo com os clientes, porque têm muitos e não lhes importa perder mais um, ou menos um, inventaram um sistema de atendimento telefónico automático em que as pessoas são completamente ridicularizadas e encaminhadas de umas mensagens gravadas para outras sem qualquer hipótese de resolver o seu problema ou de encontrar uma solução alternativa.
Foi o que sucedeu, uma vez que câmaras municipais grandes como a de Loures se podem dar ao luxo de se organizarem e agir como multinacionais, das grandes, em rodos os aspectos. Talvez se distingam por não usarem offshores, mas no resto…
Sucintamente as gravações informavam-me que havia uma rotura de água em Loures que seria reparada até ao meio-dia. E mandavam-me procurar mais detalhes na página da Internet.
Loures… abrange Ponte de Lousa, Moninhos, A-dos-Cãos, Montemor, Mealhada, Infantado, Fanqueiro, Cabeço de Montachique, Bucelas, Tojais… quilómetros e quilómetros…
Finalmente resolvi o assunto porque sou um privilegiado. Eu tenho Internet e foi fazer a tal consulta, que me indicou onde era a rotura, mesmo perto da casa em que eu me encontrava sem água.
Um grande problema foi para a D. Joana que mora em Loures, mesmo ao lado da Câmara Municipal, mas vive sozinha, tem 70 anos e não tem Internet.
Também metade dos vizinhos que moram no meu prédio não tem Internet.
Nem aquele velhote, o senhor Andrade, que vive numa casa isolada na zona de Fanhões.
Coitados!
A Câmara de Loures e os Serviços Municipalizados não contam com eles.
Quer dizer, para receber as contas da água, dos serviços de remoção de resíduos, para isso contam.
E quando se fala em eleições, contam, e muito, com todos, com os que têm Internet e com os coitaditos (será assim que os nomeiam nas reuniões privadas da gestão autárquica?).
Loures informatiza-se, agiliza-se e deixa para trás as pessoas, os mais fracos, os que nem têm plateia que os escute.

Imagem: o site com a informação para os privilegiados

Orlando de Carvalho


terça-feira, 23 de julho de 2019

São Joaquim e Santa Ana em Loures


São Joaquim e Santa Ana, pais de Maria e avós de Jesus são celebrados pela Igreja desde os primeiros séculos do cristianismo.
O Papa Leão XIII e o Papa Paulo VI determinaram a data de 26 de Julho para comemoração deste casal em toda a Igreja.
Em Loures, a devoção aos avós de Jesus é antiquíssima.
A feira anual que realizava-se no Alto das Alvogas, desde a erecção da Ermida de São Joaquim e Santa Ana, em 1628, em honra deste venerável casal. Era o feriado municipal de Loures e o maior dia de festa e mercado nesta localidade.
O feriado municipal de Loures tem a ver exclusivamente com este facto, embora outros se lhe possam acrescentar no sentido de o enriquecer.

É falso, portanto, afirmar que o feriado municipal, 26 de Julho, é para assinalar a criação do município nesta data, uma vez que é o inverso que acontece.
Recentemente também já lemos que 26 de Julho é o dia municipal do trabalhador.
Convém não nos desviarmos da realidade histórica, mesmo que para alguns possa ser incómoda.
Porque se trata dos avós de Jesus, este dia é também dedicado a todos os avós em geral.
Na paróquia de Loures é habitual celebrar missa por intenção especial dos avós e em louvor dos pais de Nossa Senhora na Igreja de Guerreiros precisamente por ser dedicada a São Joaquim.

São Joaquim e Santa Ana, rogai pelos fiéis da Paróquia de Loures
São Joaquim e Santa Ana, rogai pelos munícipes de Loures
São Joaquim e Santa Ana, rogai pelos fregueses de Loures
São Joaquim e Santa Ana, rogai por nós.
Ámen.

Orlando de Carvalho

sábado, 20 de julho de 2019

Sabia que come disto?


A Judite usa em culinária tintura de iodo, Betadine e soluções idênticas de outras marcas comerciais.
A família e as amigas estranham muito esta atitude da Judite, mas ela responde com prontidão a todos. Pega num pedaço de papel absorvente branco e deita em cima uma gota de tintura de iodo ou outro daqueles produtos. O efeito é lindo porque à medida que o soluto é absorvido, ficam desenhados no papel raios amarelos, laranjas, cor de fogo.
Judite explica que é precisamente o que se passa quando cozinha. Aplica uma gota de tintura de iodo ou de Betadine e os seus preparados ficam muito mais bonitos, bem coloridos.
As amigas encolhem os ombros como que a chamar-lhe maluca. Mas Judite defende-se de modo inabalável acompanhando as amigas a casa delas ou ao supermercado onde elas identificam produtos alimentares diversos que consomem directamente ou na cozinha. Depois examinam alguns rótulos e muitos referem na composição a expressão E127.
Judite interroga-as, mas ninguém sabe o que aquilo é.
Cheia de satisfação, Judite toma um ar doutoral e explica que E127 é um nome pomposo para a ERITROSINA, cuja fórmula química é C20H6I4Na2O5. Quer dizer que contém carbono, hidrogénio, sódio, oxigénio e IODO. É o iodo que dá cor a muitos dos alimentos que se consomem.
Quer continuar a consumir uma coisa muito semelhante, demasiado semelhante a estes desinfectantes, então continue a consumir alimentos com E127.
Sabe se a linda cor dos bolos que compra na pastelaria também não terão um cheirinho a E127?

Na foto: um soluto de iodo em algodão e papel absorvente. Vai uma prova?

Orlando de Carvalho

Virgens, pedófilas e meretrizes


“Desculpem a expressão, mas sou do Alto Minho, uma terra onde não há virgens.”

Com estas palavras, a deputada do PSD Emília Cerqueira tentou desviar a atenção e mudar de assunto quando o Parlamento lhe levantou a imunidade parlamentar para ser julgada por ter falsificado, segundo a própria confessa, embora alegue distracção, a presença na Assembleia da República de um colega deputado do PSD.

Parece que está mais interessada em divagar do que em pedir desculpa.

Gente desta é eleita pelos portugueses para ser deputada. Deviam ir estudar a origem da imunidade parlamentar ao Império Romano onde esta figura jurídica foi criada para proteger os representantes do povo, Tribunos da Plebe, da perseguição das oligarquias e ricos. Era para defender os que defendiam o povo.

Então a mulher vem afirmar na Assembleia da República, onde presumivelmente fala em nome do povo, que no Alto Minho não há virgens? Nem as crianças?, pergunto eu.

Se eu fosse deputado, que graças a Deus não sou, e se eu fosse do Alto Minho, o que não sou, ter-me-ia levantado quando a já arguida proferiu aquele impropério de cariz marcadamente pedófilo e teria gritado qualquer coisa como:

- Cala-te meretriz!

Graças a Deus não sou deputado, porque ainda haveria de ser eu o condenado e não ela, que de maneira ultrajante insultou as crianças e jovens do Alto Minho e todas as pessoas virgens do Alto Minho.

Para ter deputadas destas, mais vale não ter deputadas.

Esta reflexão tem por origem esta notícia: